A última profissão, gerente de projetos

Pois é caro gerente de projetos, eu sei que você também está com medo! O carro autônomo ameaça acabar com o trabalho de motoristas, os drones ameaçam acabar com as profissões de entregadores, as inteligências artificiais já estão assumindo a posição de atendentes telefônicos, e mesmo profissões que até então exigiam maior qualificação como alguns trabalhos de medicina diagnóstica ou analise de investimentos estão perdendo espaço para soluções tecnológicas que estão surgindo! E nós, os gerentes de projetos, quando nossa profissão deixará de fazer sentido? Fiquem tranquilos, com esta série de artigos eu procuro demonstrar a razão pela qual, na minha opinião, e na de muitos especialistas, o gerenciamento de projetos vai persistir por muito tempo. Vem comigo!

Projetos não vão deixar de existir, e se existe projeto, existe decisão a ser tomada!

Para entender melhor o motivo de eu acreditar que o gerente de projetos vai ser a última das profissões, precisamos alinhar alguns pontos. Em primeiro lugar eu posso assegurar que enquanto houver pessoas, haverá projetos, e eu afirmo isto pois o que entendemos por projeto está intimamente ligado à própria natureza do ser humano. Somos o único animal que é capaz de avaliar o seu entorno, imaginar possibilidade de transformação e, por fim, mobilizar e empreender esforços para viabilizá-la. Estamos constantemente mudando o nosso meio e é justamente a realização da mudança que por convenção chamamos de projetos, ou seja, um projeto nada mais é do que o investimento de esforços e recursos com o objetivo de, após o seu término, termos uma transformação que julgamos ser boa.

Ok, projetos sempre vão existir, mas porque precisamos de pessoas para gerenciá-los?

Existem diversos motivos para que me levam crer que figuras humanas são e continuarão sendo, indispensáveis para a condução de projetos. Hoje eu vou falar um pouco o processo de tomada de decisão. Gerentes de projetos são responsáveis por tomar decisões, e/ou influenciar ou conduzir processos de tomada de decisão o tempo todo. Ocorre que estes processos, via de regra, são carregados de uma carga considerável de subjetividade, e, até o momento, máquinas ainda não lidam bem com a subjetividade.

Querem ver? Vamos imaginar que você é o gerente do portfólio da secretaria de educação de um estado e precisa tomar a decisão de realizar ou não um projeto de construção de uma escola em um pequeno vilarejo em uma região muito remota do estado.

De cara eu já adianto que não existe UMA resposta certa para a decisão de construir a escola ou não, afinal de contas, construir a escola pode ser ruim naquele momento, mas bom em outro, pode ser ruim para um conjunto de pessoas, mas bom para outro, pode ser ruim do ponto de vista financeiro, mas bom do ponto de vista social. Enfim, inúmeros aspectos subjetivos permeiam esta decisão. Mesmo assim, nós, seres humanos, tomamos a decisão, não é mesmo? E como somos capazes de fazes isto?

Sempre procuramos embasar e justificar nossas decisões em aspectos objetivos como indicadores, estudos, pesquisas, projeções, avaliações, etc, mas é inegável que uma infinidade de fatores subjetivos, mesmo que inconscientes, têm uma forte influência em nossa tomada de decisão. Aspectos políticos, culturais, afetivos, históricos, psicológicos e outros são inerentes a nossa natureza e não podem simplesmente ser desconsiderados. No nosso exemplo, o fato de você ter vivido na região onde a escola será construída pode ser um fator decisivo na sua decisão.

Ocorre que esta idiossincrasia é, antes de mais nada, o que nos caracteriza como humanos, e uma decisão tomada por uma máquina que não levasse em consideração estes aspectos poderia soar totalmente estranha para nós. Por outro lado, ensiná-las a lidar com o intangível com o imponderável, da mesma maneira que lidamos, ainda pode levar, muito, MUITO tempo.

Até lá, se você precisa tomar decisões ou mesmo influenciar ou conduzir processos de tomada de decisão nos seus projetos, fique tranquilo, pois ainda vai levar um bom tempo para um robô tomar o seu lugar!

Bom pessoal, nos próximos artigos eu pretendo abordar outros fatores que garantem que o gerenciamento de projetos vai ser a última profissão a morrer! Mas pra isso é preciso aprender e praticar, portanto se inscreva nos nossos treinamentos para garantir que nenhuma inteligência artificial vai roubar seu emprego e bora fazer acontecer!

LET’S DO IT!

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